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Intercâmbio na Europa: guia completo 2026

🕐 Tempo de leitura estimado: 14 minutos

Se existe um destino que concentra o maior número de sonhos no universo do intercâmbio brasileiro, esse destino é a Europa.

E faz sentido. O continente reúne algumas das universidades mais antigas do mundo, idiomas com alta demanda no mercado global, uma diversidade cultural absurda acessível dentro de poucos quilômetros e — surpreendentemente para muita gente — opções de intercâmbio que cabem em orçamentos variados. De duas semanas em Malta até um ano estudando e trabalhando na Irlanda. De um curso de espanhol em Salamanca até um doutorado em Berlim.

A pergunta não é se a Europa é boa escolha. É qual caminho dentro dela faz sentido para você.

Este guia foi feito exatamente para responder isso — com dados atualizados, custos reais e as informações que você precisa para sair do "quero ir para a Europa" e chegar no "já tenho um plano".

O que você vai aprender:

  • Por que a Europa é o destino mais procurado por brasileiros — e o que isso significa na prática
  • Quais são os principais destinos e o que cada um oferece de diferente
  • Quanto custa um intercâmbio na Europa de verdade, por destino e duração
  • Quais tipos de programa existem e como escolher o certo para o seu momento
  • O que você precisa resolver antes de embarcar: documentos, visto e seguro
  • Como encontrar bolsas e programas gratuitos para a Europa

Por que a Europa atrai tanto os brasileiros

A Europa é um dos continentes mais procurados por intercambistas brasileiros devido à sua riqueza cultural, oportunidades de aprendizado e pela possibilidade de explorar vários países com facilidade. Mas além do aspecto cultural, existem razões muito práticas que tornam o continente estratégico:

Diversidade de idiomas com alta demanda. Inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e português — todos presentes na Europa, todos com alto valor no mercado de trabalho global. Um intercâmbio europeu pode ser tanto para aprender um idioma do zero quanto para aprimorar o que você já tem.

Acesso a múltiplos países com um único visto. O Espaço Schengen permite circular por 27 países com um único visto de estudante. Isso significa que enquanto estuda em Dublin, você pode passar um fim de semana em Paris. Enquanto aprende alemão em Berlim, pode visitar Praga com uma passagem de trem.

Mercado de trabalho em expansão para estrangeiros. O mercado de trabalho europeu está em constante crescimento, e a demanda por profissionais qualificados é alta. Países como Alemanha, Suécia e Irlanda têm incentivos específicos para a contratação de estrangeiros, facilitando a inserção de brasileiros no mercado.

Qualidade de vida e segurança. A Europa oferece um alto nível de segurança e qualidade de vida, com baixas taxas de criminalidade, excelente infraestrutura, transporte público de qualidade e sistemas de saúde eficientes.

Opções de bolsas e programas subsidiados. Diferente do que muita gente imagina, a Europa tem um volume enorme de programas gratuitos ou com bolsa para brasileiros — desde o Erasmus Mundus até o Santander Top España, passando por dezenas de iniciativas de governos, universidades e fundações.

Os principais destinos europeus para brasileiros

A Europa tem dezenas de países possíveis para intercâmbio. Mas existe um grupo de destinos que concentra a grande maioria dos brasileiros — e cada um deles tem uma proposta distinta. Entender essas diferenças ajuda a escolher com mais clareza.

🇮🇪 Irlanda — inglês, trabalho e custo-benefício

A Irlanda é, há anos, o destino europeu favorito dos brasileiros para intercâmbio. E os motivos são concretos.

A Irlanda tem se tornado cada vez mais popular entre brasileiros que buscam uma experiência de intercâmbio para aprender inglês ou estudar em instituições de renome, como o Trinity College Dublin. O país tem um dos sistemas educacionais mais avançados da Europa, com foco em inovação e tecnologia. Além disso, a Irlanda oferece permissão para que os estudantes trabalhem enquanto estudam, o que pode ajudar a cobrir os custos de vida.

O grande diferencial irlandês é justamente a possibilidade de trabalhar legalmente durante o intercâmbio. Em cursos de longa duração (acima de 25 semanas), o estudante recebe o visto Stamp 2, que permite trabalhar até 20 horas semanais durante o curso e em tempo integral nas férias escolares. Isso transforma o intercâmbio numa experiência que paga parte de si mesma — e que ainda entrega experiência profissional internacional no currículo.

Mais de 12.700 estudantes brasileiros estavam matriculados em programas de ensino de inglês na Irlanda, sendo o terceiro maior mercado para estudo de inglês no país.

Cidades principais: Dublin (capital, mais cara, mais oportunidades de emprego), Cork e Galway (custo de vida mais baixo, ambiente mais tranquilo).

🇲🇹 Malta — o atalho europeu mais econômico

Malta é a opção que combina Europa de verdade com custo acessível — e por isso tem crescido muito entre os brasileiros nos últimos anos.

Malta se destaca por oferecer um custo de vida mais acessível e um clima mediterrâneo agradável. É um país membro da União Europeia com inglês como língua oficial, o que garante imersão real no idioma. O clima ensolarado durante quase todo o ano e a localização central no Mediterrâneo são um bônus.

Em cursos de longa duração, Malta também permite trabalho durante o intercâmbio, tornando-a uma alternativa interessante para quem quer o modelo estudo+trabalho com custo de entrada mais baixo.

Ponto de atenção: Malta é uma ilha pequena. O ambiente é mais intimista e com menos opções de networking urbano do que Dublin ou Lisboa.

🇵🇹 Portugal — a porta de entrada mais familiar

Para muitos brasileiros, Portugal é o destino mais intuitivo — e não é só pela língua em comum.

Portugal é um destino cada vez mais popular para intercambistas brasileiros, especialmente por conta da língua em comum e da proximidade cultural. Além disso, o custo de vida em Portugal é relativamente baixo em comparação com outros países europeus, tornando o país uma excelente opção para quem deseja estudar e viver na Europa.

O grande diferencial de Portugal no contexto do blog da UDI é que o país é o mais acessível para candidaturas universitárias diretas usando a nota do ENEM — mais de 50 universidades portuguesas aceitam o exame como critério de admissão, sem exigência de teste de proficiência em português.

Cidades principais: Lisboa (capital, vibrante, com forte polo tecnológico e de startups), Porto (segunda maior cidade, mais acessível economicamente, ambiente universitário rico), Coimbra (cidade universitária histórica, sede de uma das universidades mais antigas de Portugal).

🇩🇪 Alemanha — gratuita para quem sabe chegar

A Alemanha guarda uma das maiores surpresas para quem pesquisa intercâmbio europeu: a maioria das universidades públicas cobra apenas uma taxa semestral de matrícula de cerca de € 300 — o curso, na prática, é quase gratuito.

A Alemanha é famosa por sua qualidade de ensino, especialmente em áreas como engenharia, tecnologia e ciências. O desafio para o brasileiro é o acesso: a graduação exige um ano preparatório chamado Studienkolleg (para quem não tem currículo internacional no ensino médio), e o idioma alemão é quase sempre necessário para cursos regulares — exceto em programas específicos ministrados em inglês.

Para quem quer trabalhar, a Chancenkarte (Cartão de Oportunidades) abriu um caminho inédito: chegar na Alemanha sem oferta prévia de emprego e buscar uma vaga qualificada por até 12 meses, com permissão para trabalhar 20 horas semanais durante esse período.

Cidades principais: Berlim (cosmopolita, polo de tecnologia e startups), Munique (maior qualidade de vida, empresas tradicionais), Hamburgo e Frankfurt (grandes centros de negócios).

🇪🇸 Espanha — idioma, cultura e diversidade de programas

A Espanha atrai especialmente quem quer aprender ou aprimorar o espanhol em imersão total, mas também quem busca graduação e pós-graduação com custo acessível no contexto europeu.

O processo de inscrição nas universidades espanholas varia entre públicas e privadas. Para universidades públicas, é necessário passar pelo processo UNEDassis, uma plataforma que valida o diploma estrangeiro e facilita a candidatura.

A Espanha também concentra alguns dos programas de bolsa mais acessíveis para brasileiros — o Santander Top España, por exemplo, leva universitários para três semanas em Salamanca com tudo pago anualmente.

Cidades principais: Madri (capital, maior mercado de trabalho), Barcelona (cosmopolita, polo de tecnologia e design), Salamanca (referência universitária histórica), Sevilha e Valência (custo de vida mais baixo, clima excelente).

🇫🇷 França — prestígio acadêmico com processo exigente

A França tem algumas das melhores universidades da Europa e um custo de mensalidade relativamente acessível nas instituições públicas — entre € 2.770 e € 3.770 por ano para estudantes de fora da UE. O desafio é o processo de candidatura, que exige nível avançado de francês e, em muitos casos, admissão prévia em uma universidade brasileira na mesma área.

Para quem já domina o idioma ou está disposto a aprendê-lo, a França oferece programas de altíssimo prestígio, especialmente nas áreas de gestão (HEC, INSEAD), moda e design, ciências políticas (Sciences Po) e engenharia (as Grandes Écoles).

Cidades principais: Paris (referência global, custo de vida alto), Lyon e Toulouse (qualidade de vida elevada, custos mais acessíveis), Bordeaux e Montpellier (muito procuradas por estudantes internacionais).

🇬🇧 Reino Unido — prestígio máximo, custo máximo

O Reino Unido saiu formalmente do bloco europeu, mas continua sendo um dos destinos mais procurados do mundo para intercâmbio. Oxford, Cambridge, Imperial College, UCL — são algumas das universidades mais valorizadas do planeta.

O custo é proporcional ao prestígio: países com moedas fortes como o Reino Unido, com alto custo de vida em cidades como Londres, tendem a ser mais caros que países da Europa Oriental ou do Mediterrâneo.

Para cursos de inglês e programas de curta duração, o Reino Unido também oferece opções mais acessíveis fora de Londres — Liverpool, Manchester, Edimburgo e Bristol são cidades universitárias com custo de vida significativamente menor que a capital.

Atenção: o Reino Unido não faz mais parte do Espaço Schengen. O visto britânico é solicitado separadamente — e a partir de 2025, o ETA (Electronic Travel Authorisation) é obrigatório para brasileiros mesmo para visitas curtas.

Quanto custa um intercâmbio na Europa

Essa é a pergunta que mais trava o planejamento — e que mais merece uma resposta honesta.

Os valores abaixo são estimativas atualizadas para 2026, incluindo curso, acomodação, passagem e burocracia (visto, seguro, documentação). Gastos pessoais do dia a dia (alimentação, transporte, lazer) não estão incluídos e variam muito conforme o estilo de vida.

Intercâmbio de curta duração (4 semanas): A estimativa de custos totais para intercâmbio de curta duração de 4 semanas fica entre R$ 15.000 e R$ 25.000 — dependendo do destino, com Malta e Portugal nos valores mais baixos e Irlanda e Reino Unido nos mais altos.

Por destino, valores de referência para 1 mês:

  • Malta: a partir de R$ 10.900 (opção mais econômica + gastos no país)
  • Portugal/Espanha: a partir de R$ 15.000 a R$ 20.000
  • Irlanda: para 4 semanas de inglês em Dublin, o investimento total fica em aproximadamente R$ 17.400
  • Alemanha: entre R$ 15.000 e R$ 20.000 para curso de idiomas
  • Reino Unido: a partir de R$ 20.000, podendo ser significativamente maior em Londres

Intercâmbio de média duração (6 meses): Intercâmbio de média duração de 6 meses varia entre R$ 45.000 e R$ 70.000 no geral. Na Irlanda, a partir de R$ 18.200 já é possível começar a planejar o intercâmbio de 6 meses com curso, passagem, seguro e estadia — mas é necessário levar 833 euros por mês de comprovação financeira para se manter, levando o investimento total a aproximadamente R$ 60.300.

O que não está nos números: Os valores acima cobrem curso, acomodação inicial, passagem e seguro. Não incluem alimentação do dia a dia, transporte local, viagens dentro da Europa, gastos pessoais e emergências. Especialistas recomendam ter reservada uma margem de pelo menos 30% além do valor do pacote.

Como reduzir o custo: Algumas estratégias concretas: viajar em baixa temporada (maio, junho, setembro ou outubro), quando os preços das escolas e passagens caem significativamente; optar por cidades menores (em vez de Dublin, Cork ou Galway; em vez de Londres, Liverpool ou Manchester, onde o custo de vida pode ser até 30% menor); e comprar com 6 a 10 meses de antecedência para parcelar o curso antes de embarcar.

Tipos de programa: qual combina com você

Existem diferentes tipos de intercâmbio na Europa — e escolher o formato certo muda completamente a experiência e o custo.

Curso de idiomas O formato mais clássico. Você vai para o país, faz aulas de manhã e vive a imersão no resto do dia. Funciona para inglês (Irlanda, Malta, Reino Unido), espanhol (Espanha), francês (França), alemão (Alemanha, Áustria) e italiano (Itália).

Estudo e trabalho Disponível principalmente na Irlanda e em Malta para cursos de longa duração. Você estuda em regime parcial e trabalha legalmente para complementar a renda. É o modelo com melhor custo-benefício real — parte do custo de vida é coberta pelo próprio trabalho.

Graduação e pós-graduação Para quem quer um diploma europeu. Portugal é a porta de entrada mais direta (aceita ENEM, não exige proficiência em português). Alemanha é a opção mais acessível financeiramente (ensino quase gratuito). Espanha, França e outros países têm processos mais exigentes mas oferecem instituições de altíssimo prestígio.

Summer school e cursos de verão universitários Programas de 2 a 6 semanas em universidades europeias, geralmente no período de julho e agosto. Muitos têm bolsas disponíveis — o Santander Top España é o exemplo mais conhecido para universitários brasileiros.

Estágio profissional Possível através de organizações como a IAESTE (International Association for the Exchange of Students for Technical Experience), que promove estágios remunerados em mais de 100 países, incluindo vários europeus. Duração de 6 semanas a 20 meses, dentro da área de formação do candidato.

Au Pair Você mora com uma família europeia, cuida das crianças em regime parcial e recebe moradia, alimentação e uma bolsa semanal. França, Alemanha e Países Baixos são os destinos mais procurados. É uma das formas mais acessíveis de morar na Europa por meses.

Documentação: o que você precisa resolver antes de embarcar

A burocracia do intercâmbio europeu tem etapas claras — e a maior parte dos problemas acontece quando alguém deixa uma delas para a última hora.

Passaporte válido Precisa estar válido com pelo menos 6 meses além da data de retorno. Renovação pela Polícia Federal leva entre 6 e 15 dias úteis em condições normais — planeje com antecedência.

ETIAS (autorização eletrônica para o Espaço Schengen) A previsão é que o ETIAS entre em vigor a partir do último trimestre de 2026 para brasileiros que quiserem visitar qualquer país do Espaço Schengen. O processo é 100% online, com taxa de aproximadamente € 20 e validade de 3 anos. Para intercâmbios de até 90 dias no Espaço Schengen, o ETIAS substituirá a necessidade de visto — mas para estadias mais longas, o visto de estudante específico do país ainda é obrigatório.

Visto de estudante Para intercâmbios acima de 90 dias, cada país tem seu próprio processo de visto de estudante. Os documentos geralmente exigidos incluem carta de aceitação da escola, comprovante financeiro, seguro saúde e passaporte válido. Solicite o visto com pelo menos 2 a 3 meses de antecedência.

Seguro viagem O seguro viagem é obrigatório para entrar no Espaço Schengen, com cobertura mínima de € 30.000 para despesas médicas e hospitalares, válido durante toda a estadia.

Documentos apostilados e traduzidos Para processos de visto de longa duração e candidaturas universitárias, histórico escolar, diploma e outros documentos brasileiros precisam de apostilamento (Apostila de Haia) e, em muitos casos, tradução juramentada para o idioma do país de destino.

A Europa está mais acessível do que parece — especialmente para quem tem estratégia.

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Bolsas e programas gratuitos para a Europa

Um dos maiores equívocos sobre intercâmbio europeu é achar que ele sempre custa caro. Existe um volume surpreendente de programas que cobrem total ou parcialmente os custos — e muitos deles são abertos para brasileiros.

Santander Top España: 100 bolsas por ano para universitários brasileiros fazerem 3 semanas na Universidade de Salamanca com tudo pago — passagem, hospedagem, alimentação e curso de espanhol. Inscrições anuais entre março e abril.

Erasmus Mundus: um dos programas de bolsas mais completos do mundo, financiado pela União Europeia. Cobre mensalidade, custo de vida e passagens para mestrado e doutorado em universidades europeias. Altamente competitivo, mas aberto a brasileiros.

DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico): oferece bolsas para graduação, mestrado, doutorado e pesquisa na Alemanha, além de cursos de idioma com bolsa para universitários.

Bolsa Eiffel (França): programa do governo francês para mestrado e doutorado em universidades francesas, com bolsa mensal, auxílio de transporte e seguro.

Universidades portuguesas via ENEM: mais de 50 instituições aceitam a nota do ENEM para admissão. Não há bolsa embutida, mas a eliminação do processo seletivo e a ausência de exame de idioma facilitam muito o acesso.

Programas de bolsas universitárias: muitas universidades europeias — especialmente holandesas, alemãs e escandinavas — têm bolsas próprias para estudantes internacionais de excelência. Vale pesquisar diretamente no site das instituições de interesse.

Quanto tempo antes você precisa começar a planejar

Esse é um dos pontos mais subestimados de quem quer fazer intercâmbio na Europa. O planejamento certo economiza dinheiro, evita problemas e aumenta as chances de conseguir bolsas.

  • 12 meses antes: defina o objetivo e o tipo de programa, pesquise destinos, verifique o passaporte e inicie a poupança.
  • 6 meses antes: escolha o destino e a escola ou programa definitivos, solicite passaporte se necessário, comece a estudar o idioma e monte o plano financeiro.
  • 3 meses antes: solicite o visto (após receber carta de aceitação), contrate seguro viagem, reserve passagens aéreas, organize a documentação apostilada e traduzida.
  • 1 mês antes: confirme todos os detalhes da acomodação inicial, providencie cartão internacional, chip para uso no exterior e os itens práticos da viagem.

Quem compra a passagem aérea com 6 a 10 meses de antecedência pode economizar até 40% em relação ao preço de última hora — especialmente para voos em alta temporada (julho e janeiro).

Perguntas frequentes sobre intercâmbio na Europa

Brasileiro precisa de visto para a Europa? Para estadias de até 90 dias no Espaço Schengen, brasileiros atualmente entram sem visto de turista. A partir do último trimestre de 2026, o ETIAS (autorização eletrônica) passa a ser obrigatório para essas viagens, com taxa de € 20 e processo online. Para intercâmbios acima de 90 dias, o visto de estudante específico do país é obrigatório.

Qual é o destino mais barato da Europa para fazer intercâmbio? Malta e Portugal são os destinos mais econômicos para intercâmbio na Europa em 2026, com Malta se destacando pelo custo de vida mais baixo entre os destinos de língua inglesa.

Dá para trabalhar durante o intercâmbio na Europa? Sim, em alguns países. Irlanda e Malta permitem trabalho durante o intercâmbio em cursos de longa duração. Em outros países europeus, a permissão de trabalho durante o visto de estudante varia — verifique as regras específicas do país de destino antes de planejar a renda.

Preciso falar o idioma do país para fazer intercâmbio lá? Depende do programa. Para cursos de idiomas, você vai justamente para aprender — não precisa chegar fluente. Para graduação em países de língua não inglesa (Alemanha, França, Espanha), algum nível do idioma local geralmente é exigido. Para cursos universitários ministrados em inglês na Holanda, Alemanha e países nórdicos, o inglês em nível B2 é suficiente.

O ENEM realmente serve para entrar em universidades europeias? Sim, especialmente em Portugal — mais de 50 instituições aceitam o ENEM como critério de admissão. Em países como França, Holanda e Reino Unido, o ENEM pode ser considerado com requisitos adicionais. Para Alemanha e Espanha, o processo é diferente e não passa pelo ENEM.

Qual é a diferença entre estudar na Irlanda e em Malta? Irlanda oferece inglês nativo em um ambiente mais urbano e diversificado, com muito mais opções de emprego, networking e experiência em tecnologia — especialmente Dublin. Malta tem custo mais baixo, clima mediterrâneo e inglês como língua oficial, mas num ambiente mais compacto e com menos opções de mercado de trabalho. Para quem quer estudo+trabalho com orçamento menor, Malta é uma alternativa estratégica. Para quem quer mais oportunidades profissionais reais, a Irlanda se destaca.

Considerações finais sobre intercâmbio na Europa 

A Europa não é um destino único — é um continente inteiro de possibilidades, e cada país faz sentido para um perfil diferente.

Se você quer inglês e trabalho legal: Irlanda ou Malta. Se quer o diploma europeu mais acessível: Portugal. Se quer a graduação quase gratuita: Alemanha. Se quer espanhol em imersão completa: Espanha. Se quer prestígio acadêmico máximo: França ou Reino Unido.

O caminho começa com uma pergunta simples: o que você quer conquistar com esse intercâmbio? A resposta a isso determina o destino, o programa, o prazo e o orçamento. Tudo o mais é planejamento.

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Foto de capa por Calvin Hanson na Unsplash

 

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