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Trinta dias parecem muito tempo até você perceber que tem visto para tirar, conta bancária americana para abrir, inglês para revisar, mala para montar e ainda não tem a menor ideia por onde começar. Esse é o cenário real de boa parte de quem é aprovado no Work and Travel e, de repente, se vê com um mês de prazo para organizar a própria vida.

A boa notícia é que dá para fazer tudo — e fazer bem — se você souber exatamente o que priorizar em cada semana. O problema não é a falta de tempo. É não ter um plano.

Este guia foi feito para quem já tem o programa confirmado e precisa de um roteiro prático para não deixar nada passar. Você vai sair daqui sabendo o que resolver primeiro, como não desperdiçar nem um dia e o que realmente importa levar na mala.

O que você vai aprender:

  • O que fazer nas primeiras semanas após a aprovação no Work and Travel
  • Quais documentos são obrigatórios e em que ordem tirar
  • Como treinar inglês de forma funcional em pouco tempo
  • O que levar (e o que deixar em casa) na bagagem
  • Erros comuns de quem se prepara com pressa e como evitá-los

Semana 1: documentação em primeiro lugar

Se você só puder fazer uma coisa nos primeiros dias, que seja esta: resolver a documentação. Qualquer outro atraso é recuperável. Atraso com visto, não.

DS-2019 e visto J-1

O Work and Travel é operado com visto J-1, e o documento que viabiliza esse visto é o DS-2019 — emitido pelo seu patrocinador (a agência ou organização parceira do programa). Você precisa receber esse formulário antes de agendar qualquer coisa no consulado.

Com o DS-2019 em mãos, o próximo passo é pagar a taxa SEVIS (Student and Exchange Visitor Information System), que custa cerca de US$ 35. Guarde o comprovante — ele é exigido na entrevista consular.

Depois, agende sua entrevista no consulado americano. Em períodos de alta demanda (especialmente no primeiro semestre), as datas podem demorar. Não deixe para a segunda semana.

Passaporte

Se o seu passaporte estiver vencido ou prestes a vencer, resolva isso em paralelo. A renovação pela Polícia Federal pode levar de alguns dias a algumas semanas dependendo da cidade e da demanda. Não arrisque.

Documentos de apoio para a entrevista consular

Separe desde já: comprovante de matrícula ou histórico escolar, comprovante de renda da família, extrato bancário e qualquer documento que comprove vínculos no Brasil (residência, bolsa, matrícula). O consulado precisa ter segurança de que você vai voltar.

Semana 2: contas, seguro e logística financeira

Com a documentação encaminhada, chegou a hora de resolver a parte financeira.

Conta bancária americana

Muitos participantes do Work and Travel recebem o salário diretamente numa conta americana. As opções mais usadas são o Wise e o Remitly para transferências, mas ter uma conta local facilita muito o dia a dia. Pesquise o banco parceiro do seu programa — alguns patrocinadores já têm convênio com instituições específicas.

Seguro saúde

O Work and Travel exige seguro saúde como parte do programa. Verifique se o seu patrocinador já inclui essa cobertura ou se você precisa contratar separado. Leia a apólice com atenção, especialmente os limites de cobertura para emergências e a carência para doenças preexistentes.

Cartão de crédito internacional

Tenha pelo menos dois meios de pagamento internacional: um cartão de crédito (de preferência sem anuidade e com boa conversão) e um cartão pré-pago como o Wise. Nunca dependa de um único recurso no exterior.

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Semana 3: inglês funcional para o trabalho e o dia a dia

Você não precisa de inglês perfeito para o Work and Travel. Precisa de inglês funcional. Há uma diferença enorme entre os dois, e entender isso vai te poupar muita ansiedade desnecessária.

O que priorizar no vocabulário

O contexto de trabalho nos EUA — especialmente em resorts, parques, hotéis e restaurantes — usa um inglês bastante padronizado. Foque em três frentes:

Atendimento ao cliente: cumprimentos, como lidar com reclamações, como pedir e confirmar pedidos, como oferecer ajuda. Pratique em voz alta, com pronúncia clara.

Vida prática: como pagar contas, usar transporte público, ir ao médico, alugar quarto, resolver problemas com o chefe. São situações que vão aparecer.

Sotaque americano: não precisa imitar nativos, mas precisa ser compreendido. Ouça podcasts americanos, assista séries sem legenda por pelo menos 30 minutos por dia.

Rotina de 20 minutos diários que funciona

Se você tem 30 dias, use assim:

  • 10 minutos de listening (podcast, série, vídeo em inglês)

  • 5 minutos de leitura em inglês (notícia, artigo, thread)

  • 5 minutos de fala — pode ser repetindo frases em voz alta, gravando a si mesmo ou conversando com alguém

Consistência de 20 minutos diários por 30 dias vale muito mais do que três horas num sábado e nada durante a semana.

Aplicativos que ajudam de verdade

  • Anki para vocabulário com repetição espaçada

  • Elsa Speak para pronúncia

  • HelloTalk para conversação com nativos

  • BBC Learning English para contexto real de uso da língua

Semana 4: a mala certa para 5 meses fora

A última semana antes do embarque costuma ser a mais caótica. Deixe a mala para essa fase — mas com uma lista fechada, não com improviso.

O princípio básico

Tudo que você não consegue comprar facilmente nos EUA por menos de US$ 20, leve. O resto, compre lá. Produto americano em loja americana é barato. Despachar excesso de bagagem, não.

O que levar sem dúvida

Documentos (em dois lugares diferentes): passaporte, DS-2019, comprovante de pagamento do SEVIS, carta de aceitação do programa, seguro saúde, número de contato do patrocinador. Digitalize tudo e salve na nuvem.

Roupas: leve menos do que você imagina que vai precisar. A maioria dos locais de trabalho fornece uniforme. Priorize roupas para clima frio (mesmo no verão, o ar condicionado americano é agressivo) e pelo menos dois pares de tênis confortáveis para trabalho.

Medicamentos: remédios de uso contínuo com receita, analgésicos, antialérgicos, pomada cicatrizante. Medicamentos simples são fáceis de encontrar nos EUA, mas alguns princípios ativos têm nomes diferentes — leve o que você já conhece.

Adaptador de tomada: os EUA usam padrão diferente do brasileiro. Um adaptador universal resolve.

O que não levar

  • Roupas demais (você vai comprar lá e vai querer trazer de volta)

  • Produtos de higiene em excesso (os primeiros dias você compra no mercado)

  • Eletrônicos que você não vai usar (peso desnecessário)

  • Dinheiro em espécie acima do necessário para os primeiros dias

Checklist final antes de fechar a mala

  • [ ] Passaporte e documentos do programa

  • [ ] Cartão internacional e conta americana configurada

  • [ ] Seguro saúde ativo

  • [ ] Contatos do patrocinador e endereço do alojamento anotados

  • [ ] Medicamentos de uso contínuo

  • [ ] Adaptador de tomada

  • [ ] Roupas para clima frio e tênis de trabalho

Erros mais comuns em quem se prepara com pressa

Deixar o visto para a última hora. Já foi dito, mas vale repetir: o consulado americano tem filas. Em algumas cidades, as datas chegam a demorar 3 a 4 semanas. Agende assim que tiver o DS-2019.

Confiar apenas no inglês da escola. O inglês de vestibular não é o inglês de atendimento ao cliente. São habilidades diferentes. Pratique fala e escuta, não só gramática.

Não avisar o banco antes de viajar. Muitos cartões bloqueiam transações internacionais por segurança. Ligue para o banco, avise que vai viajar e por quanto tempo.

Levar mala pesada demais. Além do custo extra, você vai se arrepender no primeiro transfer carregando 30kg em calçada americana.

Não guardar cópias digitais dos documentos. Se a mala sumir, você vai precisar deles. Google Drive, e-mail, iCloud — use o que for, mas salve.

Antes de embarcar, pense no depois

O Work and Travel é uma experiência transformadora, mas para muita gente é também o começo de uma trajetória internacional mais longa. Alguns participantes voltam com clareza sobre onde querem estudar, em qual país querem trabalhar de verdade, ou qual área profissional faz sentido para eles.

Se você está nessa fase de transição — entre o Work and Travel e o próximo passo — vale pensar em quais outras oportunidades internacionais se encaixam no seu perfil. Bolsas de graduação, mestrado, programas profissionais, residências no exterior. Existem caminhos para quase todos os perfis, e a preparação para eles pode começar bem antes do que você imagina.

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Foto de capa por Towfiqu barbhuiya na Unsplash